Palavras, ditas vivas, sentimentos, vivos tambem, um pouco de mim, aqui, para ti que lês, que vês, assim.... Comentários são sujeitos a análise prévia, em face dos abusos cometidos por algumas pessoas.
Terça-feira, 19 de Julho de 2005
Muita Lisboa neste dizer
As rosas num meu braço, inebrieando-me com o seu cheiro, nos olhos a felicidade, esse sentimento sem sentido que adorna a alma e o viver, dá esta forma de ser ao ser assim sentido.

Caminhava por aquele chão molhado, ouvia os gritos das varinas, quais caravelas que aproavam à praia do meu ouvido, era um bulício, uma correria, um navegar em mar de azeite, qual corrida de touro bravo, com sua bravura, a dar-se ao deleite.

Ao fundo, divisava-se o Sol, esse Sol que era tão nosso, de um País tão garrido, de um mar azul mas tão florido, era esse o Sol que se via, naquele frontão, naquela rua, por debaixo, o rio, sereno, passava, deixava-se ver, até amar, ele que tantos amores, à sua beira, havia visto nascer, passar, crescer.

Corri para o cacilheiro, arfava de calor, corria ronceiro, passava pelo rio como em passeio, brilhava nas águas com sua cor, era cor de outros mares, de outras vagas, de outros marujos, ainda que hoje tambem tivesse alguma cor de homens sujos, aqueles outros que lhe maceravam o esplendor, nem por isso lhe apagando a cor.

Senti que era rei de uma cidade linda, perdi-me nas cores, nos cheiros, nos sons, esqueci tudo, como um menino, por momentos pairei e revivi, olhei para trás e revi esse passado tão só meu, de sorrisos, de lágrimas, de amargos, de ternuras, com tantas e tantas loucuras, a bola, os matrecos, os carrinhos, os bonecos, tudo coisas sem valor, mas, que, hoje descubro, acabaram por pintar a minha infância com a sua cor.

Ser feliz é saber viver, saber lembrar, saber ouvir, saber sonhar, saber sentir esses sonhos que já passaram mais todos aqueles que hão-de vir.


publicado por PAU_LINDO às 16:43
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2 comentários:
De Anónimo a 21 de Julho de 2005 às 22:18
Boa página de sentires. Beijo, T.T
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(mailto:sabequemsou@hotmail.com)


De Anónimo a 20 de Julho de 2005 às 09:57
Conheço vagamente Lisboa. Não a vivi. Por momentos senti pena... Muito bonito. Um abraço.Fbraque
(http://escrivinhices)
(mailto:Fbraque@sapo.pt)


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