Palavras, ditas vivas, sentimentos, vivos tambem, um pouco de mim, aqui, para ti que lês, que vês, assim.... Comentários são sujeitos a análise prévia, em face dos abusos cometidos por algumas pessoas.
Sábado, 5 de Novembro de 2005
Bacalhau com batatas
Desligou-me o telefone, trocou-me por um velhote maltrapilho que calcorreava as ruas com uma caixa com batatas, poucas, na mão. Segurava-a como se fosse uma riqueza, a sua única.

Desligou-me o telefone e correu para o senhor, deu-lhe dinheiro para comprar “uma posta de bacalhau para acompanhar essas batatas” e voltou a telefonar-me. Estava lavada em lágrimas, falou-me de uma forma simples e doída desses “políticos deste país que se passeiam em belos carros e não olham e não vêem os muitos cuja riqueza é uma caixa com 3 batatas, onde vai parar este País?”.

Nem soube responder-lhe, o seu choro era compulsivo, a sua dor era genuína, o seu cuidado com o próximo é de há muito, conhecido e reconhecido.

Não sei onde vai parar este País mas sei que ainda tem gente muito grande, gente que chora por motivos assim.

Um beijo para ti, Mãe.


publicado por PAU_LINDO às 14:08
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1 comentário:
De Anónimo a 7 de Novembro de 2005 às 14:09
"Um beijo para ti, Mãe." Outro para o filho da mãe, a ela, um abraço emocionado, sentido, naturalmente estendido.
P.S. Fez-me lembrar "O fiel jardineiro"... Eu mesma
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(mailto:elesabe@hotmail.com)


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