Palavras, ditas vivas, sentimentos, vivos tambem, um pouco de mim, aqui, para ti que lês, que vês, assim.... Comentários são sujeitos a análise prévia, em face dos abusos cometidos por algumas pessoas.
Segunda-feira, 8 de Março de 2004
Mentira

Mentiras são palavras pintadas de cores garridas, cheias de nada, palavras vãs, vazias de gosto, que trazem no rosto sorrisos falsos.


Pode-se mentir, omitir, esquecer, não contar, não dizer, mas mentir sempre faz doer, uma dor fina, aguda, marcante, que estraga e destroi, que apaga os sonhos de quem sempre sonhou que a mentira não existia, não cabia, não podia existir.


Mas mentir porquê, para quê, por medo de perder, medo de não saberem ouvir, algo serve para racionalizar o mentir?


Mintamos pois, mintamos todos, mintamos muito, a rodos, pois se mentir é assim tão normal, não o fazer é fugir à incomum normalidade e, sabemos bem, que, nisto de anormalidades, ninguem é nem ninguem o quer ser.


Fica-me, no entanto, a dúvida, e a verdade, onde fica, onde a pomos, alguem a usa, fará sentido, terá lugar num discurso depois de tanto se ter mentido? Parece-me que a vi passar, de mão dada com a honra, outra estranheza, aspecto jovial, pouco gastas, olhadas, aqui e ali, como se de bizarrias se tratassem.


Pobres de nós, comuns mortais, que não sobrevivemos à mentira, pela sua curta validade e à verdade pela sua eternidade.


Já agora, menti, eu não sei escrever.



publicado por PAU_LINDO às 15:40
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De Anónimo a 13 de Março de 2004 às 19:57
está muito certo....mas lembra k a mentira pode tambem trazer felicidade...imagina situações...Mané
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(mailto:mariaborowka@sapo.pt)


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