Palavras, ditas vivas, sentimentos, vivos tambem, um pouco de mim, aqui, para ti que lês, que vês, assim.... Comentários são sujeitos a análise prévia, em face dos abusos cometidos por algumas pessoas.
Quinta-feira, 25 de Maio de 2006
Pobres de Timor

Sou ajeitado nas línguas estrangeiras, falo um pouco de tudo, mas, daquele dialecto próprio do Timor-Leste nem um sim. Tenho pena, apenas conheço o tal Lorosae (será que se escreve assim?), um tal de Sol Nascente, que a geografia ensina ser de facto coincidente com a realidade do sono Solar.

 

Estou aqui envolto neste tema porque o homem, esse animal que povoa o planeta Terra, se encarrega de desmentir a Natureza e, uma vez mais, quer transformar Timor-Leste no país do Sol Poente ou até, quem sabe lá, retirar-lhe o Sol, tout court.

 

Regressam os tiros, os mortos, uma guerra sem quartel, sem rostos, a não ser os que tombam, muitas vezes sem saber como nem porquê. Regressa a saga internacional, de ajuda, de missão, de humanitarismo, dizem os políticos, regressa a dor, o caos, os carros que correm com metralhadoras despontando nas janelas.

 

Não conheço Timor-Leste, conheço este Portugal que, um dia, deu as mãos num cordão humano, numa simplicidade de coração de gente comum, para que, lá longe, o Mundo visse que havia um Timor oprimido. Esquecemo-nos de ensinar os Timorenses a darem as mãos para que, cá longe, nós soubéssemos que o Timor do Sol Nascente não se deixava morrer por uns míseros dólares petrolíferos.

 

Pobre Timor que te deixas morrer às mãos de bandidos cegos pela ânsia do poder.



publicado por PAU_LINDO às 11:07
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Terça-feira, 23 de Maio de 2006
Questões amorosas

Apetecia-me escrever sobre o amor, sobre esse tão nobre sentimento, mas, hoje a prosa não me sai escorreita, não flui o português que, habitualmente, salta para a tela numa prontidão insuspeita.

 

Não sei que será isto, esta falta de inspiração prosaica, se será falta de uma moderna pena ou saudades de uma pena arcaica. Só sei que nada sei e que nada sabendo escrevo pouco, ora imaginem o que seria se soubesse, decerto escreveria como um louco.

 

Levem em conta que falar de amor não é coisa pouca, é tarefa agigantada, de gente de sorte, gente que conhece o amor na vida, enquanto outros não o conhecem nem na hora da morte.

 

Entre tanta dissertação sobre o amor e a falta da adequada prosa para dele falar, dou por mim a pensar, será que o amor se diz, se escreve, se descreve, poderá ser dito e redito ou apenas será sentido,  para alguns desejado e querido, para outros maldito.

 

Não usei ponto de interrogação, não procurei a resposta de quem leu, apenas deixei no ar a questão, para falar de amor, quem sou eu. Talvez um dia, já velhinho, a caminho de um outro patamar, saiba então falar do amor, por ora, fico-me pela contemplação desse sentimento lindo que é amar.

 

 

 



publicado por PAU_LINDO às 12:47
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Sábado, 13 de Maio de 2006
Mãe
Mãe, nunca ousei escrever sobre ti, sempre te achei tão grande e tão bonita, enquanto mãe, pessoa, Mulher, que sempre achei que as palavras sempre te fariam pouca homenagem.
 
Como sabes nunca fui pai e, no entanto, sempre admirei a tua coragem, a tua abnegação, a tua indomável vontade de dares ao teu filho um amanhã melhor, com felicidade, com amor.
 
Reconheço-te uma coragem e uma vontade férrea numa luta interminável, a de ser mãe, e, hoje, sem saber bem como o fazer, decidi escrever estas letras, bem frias se comparadas com o calor do teu amor de mãe.
 
A todas as mães que, como tu, lutaram por dar a seus filhos um futuro digno, um muito obrigado. São mulheres assim que constroem o futuro.


publicado por PAU_LINDO às 22:57
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Quarta-feira, 10 de Maio de 2006
Lembranças do futuro

Já fui bandido, bombeiro, taxista, carpinteiro, fadista, porteiro, nunca fui vigarista, muito menos funileiro, mas, no meio de tanta ocupação, sempre consegui ser honesto, lutador, sempre me entreguei ás causas defendidas com um sentimento, o amor.

 

Amei o ar da minha Lisboa, o mar, o céu, o Sol que nascia, as gaivotas rodopiando, os barcos de pesca que partiam, o cheiro a maresia, os cacilheiros apinhados de gente, o pastel de nata ainda quente, o café da manhã, o cheiro dos bolos, os tais que com papas enganaram tantos tolos.

 

Amei as mulheres, os jardins, os cheiros, os gritos, o pregão, a varina e o seu andar gingão, amei as fragatas e os cangueiros, saudosos barcos deste meu Tejo, meu e de muitos mais, amei o eléctrico amarelo, o tal que subia as colinas, ronceiro, e me deixava fitar o belo, num horizonte soalheiro.

 

Falei de amores passados, vividos, desejados, queridos, mas, hoje, estes anos volvidos, falo do hoje, do amanhã, do cheiro a ti, a mim, a nós, dos toques, dos gestos, dos olhares, daquele jeito de ser e de amar, daquela força de viver, aquela força, aquele fervor que me arrebatou a alma, me despertou o amor.

 

O passado passou, o futuro virá, o presente é aqui, mas, aqui ou aí, nunca este amor morrerá.



publicado por PAU_LINDO às 18:03
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Terça-feira, 9 de Maio de 2006
Sorrisos de amor

Às vezes descobrimos em nós sentimentos novos, onde antes havia uma pedra nasce uma flor, onde outrora houve um vazio existe hoje um amor.

 

Tantas e tantas vezes nos achamos incapazes de voltar a sorrir, de voltar a vencer, de voltar a triunfar sobre as tristezas, as desilusões, os escolhos que vão surgindo na vida e, depois, descobrimos que ainda somos capazes de voltar a olhar o futuro com esperança, com um brilho no olhar, ora cansado, hoje resplandecente.

 

Ser capaz é, afinal, o desafio que a vida nos coloca. Não basta estar perto, não é suficiente avistarmos a felicidade, é preciso estar lá, vivê-la, usufruí-la, ser feliz de facto, não sonhar apenas.

 

Sinto que a vida me colocou vários desafios, alguns bem duros, desses se encarregou a morte, levou-me os que amava, tentou, algumas vezes, levar-me, não o conseguiu, mas, hoje, volvidos quase 44 anos, sinto que venci, sinto que conheci tanta coisa boa, tanto amor, tanta felicidade, tanto sorrir, tanta coisa linda que nem sei mais sorrir sem me emocionar quando relembro esse meu passado.

 

Todos os dias quero ver este ciclo renovado, o da felicidade, o da abertura de espírito, o da elevação, sempre, num constante crescendo, é querer demais? Penso que não, e, se for, cá estou para assumir tal exagero.

 

Enfim, nem convencido, nem vencido, apenas vencedor e vencendo cada dia para que um dia, ao fechar os olhos, ao parar de sorrir, deixe para trás um Mundo com mais amor, com mais sorrisos, onde seja lembrado por ser bom e não por ser mais um.

 

Se dúvidas houver de como é bom sorrir, de como faz bem à alma sorrir, façam-me um favorzinho, sorriam para mim, e sintam-se felizes, acabam de me fazer bem, de me fazer sorrir, de me fazer feliz.

 

Um dia, sorri e foi tão bom, tão bonito, senti-me um menino, um sorriso bendito que me fez sorrir e eu ali perdido naquele momento, naquela ternura, naquele carinho, senti-me reviver, senti que iria ser um sorriso para toda a vida, essa nossa vida, nesse dia renasci, revivi, olhei para ti, e, sem saber como te agradecer, sorri.

 

 


música: "É isso aí"

publicado por PAU_LINDO às 19:43
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