Palavras, ditas vivas, sentimentos, vivos tambem, um pouco de mim, aqui, para ti que lês, que vês, assim.... Comentários são sujeitos a análise prévia, em face dos abusos cometidos por algumas pessoas.
Quinta-feira, 23 de Dezembro de 2004
Natal
Aqui, não param de chegar ambulâncias, gente doente, ferida, maltratada pela sorte, alguns à morte.

Ali, os bombeiros saem, há mais um incêndio para combater, vidas a arder, recordações de um viver que no fogo se vão consumir.

Acolá, o frio aperta, corta, entra por entre as frestas desta pouca roupa.

Além, mais uma explosão, mais um atentado, quanta destruição, quanto ódio despejado, quanta tristeza, agora horror onde antes havia beleza.

Em muito sítio, azáfama, consumismo, prendas, prendinhas, as cuecas, as meiazinhas, tudo flores e floreados de dias de Amor em consumo tornados.

Nós por Cá, vós por lá, tudo isto também é Natal, enquanto uns discutem e rabujam que a Playstation está a preço, outros lutam por um pouco de arroz para sobreviver.

Natal é nunca nos esquecermos dos outros seja quando e onde for, nunca esquecermos de ser GENTE, HUMANOS, enfim, de como é isso de Amar o Próximo.

Um dia destes ainda vai ser Natal.


publicado por PAU_LINDO às 17:24
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Sábado, 4 de Dezembro de 2004
Abelhas
Hoje zanguei-me com uma abelha, que estúpido fui, a pobre esvoaçava num mar de flores, colhia o tão necessário alimento, cumpria um papel social e natural, dava continuidade a um proceso de equilíbrio que a Mãe Natureza rege como ninguém.

No meio de um cenário de dor, de perda, de desolação, havia uma abelha que, se pudesse, sorríria com tanta abundância de flores e continuava, indiferente aos que a rodeavam, a colher o seu alimento.

Custou-me, zanguei-me, não percebi que também esta abelha não chorasse, mas depois, num zumbido mais audaz, passou diante mim e “disse-me” que a vida é isto, hoje nasce-se, amanhã morre-se, outros nascem, numa cadeia de renovação constante, a que apenas os sentimentos, em precipitada catadupa, se demoram a adaptar.

Pensar que me zanguei com uma abelha que, na sua singela lucidez, me deu uma tão grande lição de vida. Aprendo sempre, em todo o lado, com todos, aprendo que, no meio deste bulício de “abelhas”, que todos somos, todos temos um tempo para colher o néctar, distribuir o pólen, mas gastamo-lo, quase todo, a tentar dar uso a um imaginário ferrão.

Adeus Marília.


publicado por PAU_LINDO às 12:20
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Sexta-feira, 3 de Dezembro de 2004
Marília
Logo à noite vou estar contigo, vou ter ocasião de te olhar, já não vamos ter aquelas nossas acaloradas discussões sobre um qualquer tema, já não vamos mais brincar com o feitiozinho do meu Pai, sobre o Governo, mas vou estar contigo.

Quando saír da Faculdade, aquela mesma onde fizeste o teu curso, vou ao teu encontro, levo comigo aquela mesma amizade de sempre, a de um amigo, incondicional.

Amanhã vou, de novo, estar contigo, pela última vez.


publicado por PAU_LINDO às 10:41
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