Palavras, ditas vivas, sentimentos, vivos tambem, um pouco de mim, aqui, para ti que lês, que vês, assim.... Comentários são sujeitos a análise prévia, em face dos abusos cometidos por algumas pessoas.
Quinta-feira, 7 de Outubro de 2004
Vozes de PORTUGAL

De vozes, de opiniões, de avaliações pessois se faz uma reflexão, clara, quanto maior for o manancial de dados, sustentada, nossa. Sejam dissonantes ou consonantes, têm, ao menos, o mérito de serem sonantes.


Se caírmos na tentação de -podendo, logo fazendo- calar aqueles que nos agitam com a sua discordância, faltar-nos-á o sustentáculo da oposição, para validar ou melhorar, para enriquecer ou justificar as decisões que fundamentamos numa nossa consciência, crítica e criticável.


Se nos acharmos inatingíveis, intocáveis e quejandos, estaremos à beira de um colapso da razão, a tal que, se sustentada, é defensável com todas as nossas energias, se, apenas baseada em critérios de interesse, pontuais, focalizados, em breve se desmontará, face ao critério do interesse geral da comunidade de valores. Não há como enganar um povo, há como ludíbriar um povo, por um ano, um mandato, mas nunca por uma eternidade.


Hoje calou-se uma voz, amanhã mais serão caladas, um destes dias voltaremos a prender porque discorda, agita, é dissonante, mas, um dia, com cravos ou sem eles, também tal gente será sufragada por um povo que, descontente, fará sentir, a uma voz, o descontentamento de tantas vozes, que, ora caladas, então soarão.


Pobre Portugal que se deixa morrer assim, nas mãos de plebeus de alma, que se rodeiam de cosméticas para enganar quem olha, quem ouve, mas não vê, em instância final, que apenas a si ludribia, não a um povo que, cada vez mais, se revê nas dissonâncias, ainda que estas não sejam iguais às suas. Revê-se na coragem, na capacidade de dizer o que muitos pensam, ainda que pensem algo diferente, revê-se na verticalidade, coluna direita de gente HOMEM, há muitas colunas direitas neste meu PORTUGAL, muitas que, ninguém, nunca vergará.


Nunca vergaremos perante a vergonha, a covardia, a mentira, a escória que dirige a governação deste PORTUGAL.


Para que fique claro, este texto apenas presta homenagem a uma mui ilustre voz, não tem linha de orientação política comum, apenas presta um dever de consciência.



publicado por PAU_LINDO às 14:35
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