Palavras, ditas vivas, sentimentos, vivos tambem, um pouco de mim, aqui, para ti que lês, que vês, assim.... Comentários são sujeitos a análise prévia, em face dos abusos cometidos por algumas pessoas.
Quarta-feira, 20 de Outubro de 2004
Pudor

Hoje não visto cuecas, minhas “vergonhas” não vou cobrir, meus pudores não quero tapar, de tanto ar apanhar acho que vou acabar por me rir.


Hoje não uso camisa, tenho uma pele tão lisa, um colarinho vou desenhar, gravata não vou usar e vou mais fresco para a rua.


Calças também não, hoje não quero tecido que me cubra, quero apenas ser quem sou, mostrar-me sem espartilhos, não esconder meus pecadilhos, hoje não.


Pronto, estou sem roupa, todos me olham com espanto, serei o único que anda nú, acho que sim, todos têm roupa, algumas têm pouca, estou só nesta cruzada.


Acabei detido por atentado ao pudor, recebi, aqui e ali, olhares de luxúria, alguns de animosidade para com essa suposta indignidade, a de andar sem roupa, choca o Mundo, tão composto, taciturno, mal disposto e cá estou detido, ainda nú, sereno, sem cuecas, sem calças, sem camisa, sem gravata mas, mais despido do que isto, há muitos por aí, despidos de preconceitos, da verdade, do rigor e prendem-me a mim por atentado ao pudor.


Tinha sapatos e meias...



publicado por PAU_LINDO às 12:53
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De Anónimo a 26 de Outubro de 2004 às 11:19
ke posso dizer...está brilhanteeee...adorei....

fez-me rir, pensar, sorrir.... gostei mesmo...

e agora sem «sapatos e meias» (quem me dera ousar tanto)

Beijoazulinha...
</a>
(mailto:plumacaprichosa@hotmail.com)


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