Palavras, ditas vivas, sentimentos, vivos tambem, um pouco de mim, aqui, para ti que lês, que vês, assim.... Comentários são sujeitos a análise prévia, em face dos abusos cometidos por algumas pessoas.
Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006
Beijo na mão
Olhei-a, primeiro desatento, depois a atenção foi aumentando, na razão directa do interesse despertado. Porte altivo, sem sobranceria, bonita, adivinhava-se-lhe um charme, um daqueles charmes que só uma Mulher sabe ter, caminhava graciosa, feminina, sensualmente sem floreados, sem gingados, tinha uma aura muito só sua.

Reparei nos olhos, no cabelo, no que trajava, no andar, no que calçava, toda ela era uma visão digna de se olhar. Estava hipnotizado, olhando-a como se não houvesse amanhã. Reparou em mim, notou que a olhava e sorriu, sorriso velado, fitou-me, sentiu-se gostada e gostou, olhou-me de novo e abrandou, deixou-se alcançar, vi-lhe um rubor, estava curiosa.

Abordei-a, disse-lhe que a achava bonita, um charme de mulher, que me prendera a atenção, me despertara o coração, sorriu num jeito tímido mas bonito, viu-me ali aflito, esperando uma reacção e, pronunciando o seu nome, estendeu-me a mão. Senti um aperto firme, de quem sabe o que quer, um gesto gentil, com uma firmeza de Mulher, deixei-me estar nesse aperto e a sua mão ficou também, olhámo-nos calados, mas os olhos falaram, coisas doces mas expressivas, palavras de um silêncio a dois.

Convidei-a para um café, esbocei um sorriso convincente, aceitou, que sim, que gostava da ideia, que me achava simpático, que agradecia o gesto, e lá entrámos num café da Lisboa aos pés do mar.

Falou-me de si, do seu ser, do seu viver, da sua profissão, da família, de tudo e, como que hipnotizadoo, tudo ouvi como se fora a mais bela melodia. Tomei-lhe a mão na minha, disse-lhe quanto gostara de a ouvir, de a ver sorrir, pedi-lhe um contacto, esbocei um sorriso nervoso e beijei-lhe a mão ao de leve.

Ainda hoje lhe beijo a mão assim, ainda hoje o meu olhar brilha ao lembrar aquela mulher, aquele momento, aquele e todos os momentos que passámos juntos, o amor grande e bonito, que nunca esfriou, nunca acabou, ainda hoje vivo, ainda hoje nesse beijo na tua mão.

Hoje, sentado neste Lar, rodeado de gente gasta como eu, lembro-te meu amor, a cada momento, em todos, desejo apenas reencontrar-te no Céu para poder voltar a beijar a tua mão.



publicado por PAU_LINDO às 17:31
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5 comentários:
De Anónimo a 14 de Fevereiro de 2006 às 14:17
OLA
ADOREI O TEU POEMA E TENHO A CERTEZA DE QUE É SENTIDO.
SABES, UM DIA TB EU TIVE UM AMOR ASSIM,QUANDO ME SINTO TRISTE, COM VONTADE DE DESISTIR FECHO OS OLHOS E SINTO O SEU CHEIRO, A SUA PELE E GANHO FORÇAS PARA CONTINUAR.
SEI QUE UM DIA O VOLTAREI A ENCONTRAR "NO CÉU" E NUNCA MAIS O LARGAREI.

UM ABRAÇO COM MUITO CARINHO
MIUDA
</a>
(mailto:ELSA.MARQUES@MARUM-TECNIDENTE.PT)


De Anónimo a 10 de Fevereiro de 2006 às 21:13
(sem poder de raciocínio emocional)T.T
</a>
(mailto:nmesintocomcapacidadeemocional@hotmail.com)


De Anónimo a 5 de Fevereiro de 2006 às 10:39
Lindo,como poderia não o ser, vindo da pena de um poeta, que olha uma mulher com os olhos da alma e, a faz sentir especial, estou certa.Miranda
(http://bla, bla)
(mailto:lilasseagull@hotmail.com)


De Anónimo a 5 de Fevereiro de 2006 às 09:30
No puedo evitar seguir leyendo esta literatura, pero si debo seguir evitando opinar. En fin. Cuidate, beijos y ya sabes B de JambBELEN
</a>
(mailto:amelie2503@msn.com)


De Anónimo a 4 de Fevereiro de 2006 às 12:42
Aiiiii... que bonito! Beijos mil.Lobaaaaaaaaaaaaaaaaaa
</a>
(mailto:celiasousa@msn.com)


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