Palavras, ditas vivas, sentimentos, vivos tambem, um pouco de mim, aqui, para ti que lês, que vês, assim.... Comentários são sujeitos a análise prévia, em face dos abusos cometidos por algumas pessoas.
Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2005
Silêncios
Hoje debrucei-me sobre a violência, numa zona muito restrita, a do silêncio.
Quanto pode magoar um silêncio, quanta dor pode significar, quantas frases pode substituír, tanto que pode dizer.
Já, de antanho, este tema me seduz, sobre ele já prosei mas, hoje, faço-o em reverência, em jeito de homenagem, uma pequena e singela homenagem, àqueles que, por força das circunstâncias, e, em circunstância da força, se tornaram mestres do silêncio, vítimas do silenciar.
A Humanidade não tem, ainda hoje, lenítivos para este silêncio que hoje me faz escrever, não sabe capacitá-lo, não há palavras para o descrever, não se entende a dor que, deliberadamente, se causou a tantos, silenciando-os, deixando vivos alguns que apenas tiveram, como arma, o silêncio.
“Quando nos libertaram não gritámos de alegria, não festejámos, apenas os recebemos em silêncio, tão inacreditável nos parecia o fim daquele horror”, estas palavras foram proferidas por um ex-prisioneiro de Auschwitz, um silêncio mais.
Ontem cumpriram-se 60 anos sobre a libertação de Auschitwz, o meu silêncio.



publicado por PAU_LINDO às 13:31
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3 comentários:
De Anónimo a 29 de Janeiro de 2005 às 07:16
Bueno, bien, bien no lo he entendido todo, pero se que el tema va del holocausto. Hace años visite un campo de concentracion situado en la frontera entre Austria y Alemania, su nombre empieza por M y termina en algo asi como hausen. Todavia hoy cuando recuerdo la visita se me revuelve el estómago. Pero no nos rasguemos las vestiduras, hoy existen en el mundo holocaustos y campos de concentración y bastante hipocresía, a veces hasta en uno mismo. Un beso
J de Jamb
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(mailto:elenaos3@msn.com)


De Anónimo a 28 de Janeiro de 2005 às 22:54
Como foi possível que seres intelectualmente brilhantes tivessem atingido o auge da negritude da alma humana? Silêncio, que eles merecem.hematite
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(mailto:pfatimaguerra@hotmail.com)


De Anónimo a 27 de Janeiro de 2005 às 13:39
Aqui me calo de tão bem dito que foi. Silêncio!Claudia
(http://diarioescritora.blogs.sapo.pt)
(mailto:helenadebarros@sapo.pt)


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