Palavras, ditas vivas, sentimentos, vivos tambem, um pouco de mim, aqui, para ti que lês, que vês, assim.... Comentários são sujeitos a análise prévia, em face dos abusos cometidos por algumas pessoas.
Terça-feira, 25 de Outubro de 2005
Dor
Deixemo-nos de tretas, quando a dor nos toca já não pensamos em mais nada, não queremos saber de política, futebois, queremos é procurar abrigo daquela dor que nos atacou sem avisar.

E a dor tem tantas formas, um familiar que morre, um parente que adoece, um filho que nos enlouquece com a sua dor, um amigo que passa mal, a separação, a distância, o cinismo, a mentira.

Pode ainda ser mais generalista, a tragédia natural que mata sem pudor, sem se perceber porquê, também causa dor. A pobreza, a miséria, a covardia, a luxúria do capital, em suma, as assimetrias que tão dolorosas podem ser.

Mas, por fim, desponta o Sol, há um brilho intenso no horizonte, descobrimos um novo dia, traz-nos boas novas e, no meio de tudo isto, vamos avançando, carpindo as dores, mas, avançando sem que nada nos detenha.

Um dia iremos partir, também nós causaremos dor.




publicado por PAU_LINDO às 21:30
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4 comentários:
De Anónimo a 3 de Março de 2006 às 14:32
Toda dor tem o seu tempo...
Entra, rasga e se vai, deixando o seu rastro...
mas dura o tempo que deixarmos. Podemos transformá-la com sabedoria, cabe unicamente a nós essa tarefa.
Beijos.
Cashmere
</a>
(mailto:jaciaragao@hotmail.com)


De Anónimo a 25 de Outubro de 2005 às 22:31
Resta-nos o Amor dos filhos e dos amigos da Alma!
esses...onde param?!Brida
(http://escrivinhices)
(mailto:Bridiara@hotmail.com)


De Anónimo a 25 de Outubro de 2005 às 22:18
Passam os amores errados, as pisaduras, as dores dos ossos quebrados, as dores de dentes, as dores de parto, todas acabam por se esquecer mais tarde ou mais cedo; a unica dor que não passa, que esta sempre la como uma ferida entreaberta, a moer, é a incompreensão pela falta de amor dos pais. procura-se incansavelmente qual o crime cometido antes de nascer para merecer tamanho desprezo e desafecto, tanta critica e indiferença...cristinab
(http://celtiquefeu.blogs.sapo.pt/)
(mailto:cristinab@sapo.pt)


De Anónimo a 25 de Outubro de 2005 às 22:03
Doi-me a alma que não emprenho mas que tenho. Doi-me o corpo que não sinto mas pressinto. Doi-me essencialmente a dor que quero ter mas que não tenho. Doi-me..apenas sei que me doi ...
T.
A Ti um xicoração sentido, vivido com ausencia de "dorido(s)"T
</a>
(mailto:elesabe@hotmail.com)


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