Palavras, ditas vivas, sentimentos, vivos tambem, um pouco de mim, aqui, para ti que lês, que vês, assim.... Comentários são sujeitos a análise prévia, em face dos abusos cometidos por algumas pessoas.
Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2006
Lobos
Sou um Lobo, um lobo solitário que caminha na orla civilizacional, não fico, vou contactando, vou entrando e saindo,vou olhando e ouvindo, vou-me misturando mas não me deixo absorver, não paro nunca de correr, mas, por vezes, deixo-me alcançar, deixo-me tocar.

Cruzo-me com outros lobos e lobas, como eu, na orla da civilização, dostatus-quo, da vidinha trabalha-come-e-dorme, na beira de um precipício de vivência que mais não é que sobrevivencia, uma passagem sem rasgos, sem valores que não os institucionalizados, com muito pouco de aventura, de paixão, aquela vida de pecinha de engrenagem social, nem bem, nem mal, com objectivos bem pequenos, o carro, a casa, a viagem.

Por vezes cruzo-me com grupos, matilhas ordenadas, com líderes e seus acólitos, cruzamo-nos na estrada da vida e há uma loba que se aproxima de mim, uma situação natural. Logo o grupo reage, corre à volta, quer saber, conhecer, de onde vem, quem é, querem entrar no espaço que é do eu, do nós, querem opinar, escolher, decidir, condicionar.

No final, o grupo acaba por estragar, por absorver a liberdade de amar, o livre arbítrio, o de pensar, por si, para si, o grupo não quer, não deixa, o eu não existe, apenas o grupo, aquela mole em movimento uniforme, na passada do líder, o tal que sabe, que já viu tudo, que se acha superior, uno, unificador.

Sou um Lobo, um lobo solitário, mas, que sabe sorrir ao Sol, uivar à Lua, gostar da chuva, do mar, da terra, gostar daquilo que é bonito, porque é da Natureza, da Mãe que nos acolhe, a todos, na vida e até na morte.

Avô, hoje, ontem e sempre, o amor do teu neto.



publicado por PAU_LINDO às 18:42
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2006
Genovevinha
Genovevinha, moçoila de boas formas e melhores preceitos, cabeleira farta e belos peitos, olhos cor do mar, uma pele cor de luar, uma forma dengosa de andar, aquelas pernas dignas de se ver, porte de princesa.

Caminhava, nesse dia por uma rua, daquelas ruas que a vida tem, absorta em tanta coisa que lhe povoava a alma, a ideia, cheia,cheia de tanto lutar e tão pouco ter, a não ser o jeito dengoso, um jeito guloso que dava vontade de comer.

Já muitos haviam tentado, muitos tinham querido Genovevinha, mas ela, claro, donzela, foi-se guardando para um príncipe qualquer que haveria de chegar um dia, na porta da sua casa bater e no seu coração entrar.

Havia o Joaquim da mercearia, mas os modos grosseiros não lhe agradavam. Havia tambem um homem que a assobiava quando passava e lhe dizia umas coisas que faziam corar até as pedras da calçada, mas, que secretamente lhe agradava ouvir.

Na praia conhecera um alemão, um alto e louro, ficaram amigos, trocaram endereços, números de telefone, mas, achou-se demasiado pequena para aquele homenzarrão de 1,95 mt. Do alto do seu 1,60 mt não se achou à altura de tais medidas e esqueceu o assunto.

Um dia, na mesma rua que tantas vezes a viu passar, cruzou-se com um olhar, um cativante olhar, logo ali começou a gostar e aconteceu tudo num rompante, o coração acelerou, a emoção aumentou e Genovevinha descobriu o seu principe.

Sério, isto passa na TVI, os personagens têm outro nome...enfim, é a TV em Portugal e, juro, eu não sou a Manuela Moura Guedes.



publicado por PAU_LINDO às 20:44
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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2006
Dia dos Namorados
A Betinha de 4 anos chegou a casa, vinda da escola, estava muito contente porque já tinha um namorado. Pediu à mãe que lhe comprasse uma prenda, afinal hoje era o Dia dos Namorados.

O João de 8 anos, estava cada vez maior, mais crescidinho, tinha 3 namoradas e, da sua mesada, teria que retirar uns euros para lhes comprar umas porcarias quaisquer, afinal hoje era o Dia dos Namorados.

Bruno, nos seus 14 anos, moço bonito, namorado apaixonado de Joana, andava de volta da saia da mãe, tentava convencê-la a dar-lhe dinheiro para comprar aquela aliança de ouro a Joana., afinal hoje era o Dia dos Namorados.

Carlão, 24 anos, ia jantar com Su, a sua garina, e depois iam até um motel, quarto VIP, “a garina merece”, coisa como convém, uma champanhota, afinal hoje era o Dia dos Nnamorados.

O Dr. Jorge, 40 anos, formado em Engenharia Cívil, estava num dilema, como havia de levar a amante a jantar e a esposa a cear, sim, já havia mandado rosas (à nº2),mas, como havia de dormir com ela e com a nº 1, afinal hoje era Dia dos Namorados.

No Mali, na Etiópia, em Moçambique, um pouco por esse mundo fora, milhões de crianças morrem de fome, de doença, de solidão e para todos esses hoje foi Dia de Morrer.

Se todos gastássemos menos nos diversos dias comerciais, o dos Namorados e outros, e mais em causas nobres e justas, hoje seria DIA DA VIDA:






publicado por PAU_LINDO às 21:53
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Quinta-feira, 2 de Fevereiro de 2006
Beijo na mão
Olhei-a, primeiro desatento, depois a atenção foi aumentando, na razão directa do interesse despertado. Porte altivo, sem sobranceria, bonita, adivinhava-se-lhe um charme, um daqueles charmes que só uma Mulher sabe ter, caminhava graciosa, feminina, sensualmente sem floreados, sem gingados, tinha uma aura muito só sua.

Reparei nos olhos, no cabelo, no que trajava, no andar, no que calçava, toda ela era uma visão digna de se olhar. Estava hipnotizado, olhando-a como se não houvesse amanhã. Reparou em mim, notou que a olhava e sorriu, sorriso velado, fitou-me, sentiu-se gostada e gostou, olhou-me de novo e abrandou, deixou-se alcançar, vi-lhe um rubor, estava curiosa.

Abordei-a, disse-lhe que a achava bonita, um charme de mulher, que me prendera a atenção, me despertara o coração, sorriu num jeito tímido mas bonito, viu-me ali aflito, esperando uma reacção e, pronunciando o seu nome, estendeu-me a mão. Senti um aperto firme, de quem sabe o que quer, um gesto gentil, com uma firmeza de Mulher, deixei-me estar nesse aperto e a sua mão ficou também, olhámo-nos calados, mas os olhos falaram, coisas doces mas expressivas, palavras de um silêncio a dois.

Convidei-a para um café, esbocei um sorriso convincente, aceitou, que sim, que gostava da ideia, que me achava simpático, que agradecia o gesto, e lá entrámos num café da Lisboa aos pés do mar.

Falou-me de si, do seu ser, do seu viver, da sua profissão, da família, de tudo e, como que hipnotizadoo, tudo ouvi como se fora a mais bela melodia. Tomei-lhe a mão na minha, disse-lhe quanto gostara de a ouvir, de a ver sorrir, pedi-lhe um contacto, esbocei um sorriso nervoso e beijei-lhe a mão ao de leve.

Ainda hoje lhe beijo a mão assim, ainda hoje o meu olhar brilha ao lembrar aquela mulher, aquele momento, aquele e todos os momentos que passámos juntos, o amor grande e bonito, que nunca esfriou, nunca acabou, ainda hoje vivo, ainda hoje nesse beijo na tua mão.

Hoje, sentado neste Lar, rodeado de gente gasta como eu, lembro-te meu amor, a cada momento, em todos, desejo apenas reencontrar-te no Céu para poder voltar a beijar a tua mão.



publicado por PAU_LINDO às 17:31
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