Palavras, ditas vivas, sentimentos, vivos tambem, um pouco de mim, aqui, para ti que lês, que vês, assim.... Comentários são sujeitos a análise prévia, em face dos abusos cometidos por algumas pessoas.
Quarta-feira, 23 de Março de 2005
Aritméticas
Tentei encontrar uma lógica aritmética para o Amor. As contas de somar não deram certas, as subtracções também não, das de multiplicar nem falo, enfim, resta-me a divisão.

Um mais um não deveria dar dois, mas deu, culpa minha, que me detive na prova dos nove, tentando entender a lógica da orgia sentimental que banha o um mais um da equação do nós.

Depois, nem à luz do silogismo aristotélico consegui descobrir o porquê dos erros da multiplicação, de facto dois vezes um não dá dois.

Por fim, na divisão, ando aqui intrigado, dois a dividir por dois dá zero, impossibilidade aritmética mas pragmáticamente correcta.

Conclusão, vou queimar a tabuada, reescrever os tomos de matemática onde aprendi a lógica, repensar a valia dos números e seus pais, os algarismos, vou deixar-me de silogismos e vou deixar de contar pelos dedos, a matemática não tem segredos mas o Amor, esse está cheio de incógnitas, de indecisões, de inverdades, de covardias, essas supremas ironias que o fazem incontável.

Não sei se tente as equações, tentei o máximo denominador comum, mas deu apenas um, vou tentar a geometria, talvez até a trignometria, tanta coisa, tanto tentar, tanta procura da verdade, mas sempre vou parar a uma realidade, já não sei o que é Amor.


publicado por PAU_LINDO às 10:03
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Sexta-feira, 11 de Março de 2005
Daqui vejo
Daqui vejo o mar,
Até vejo o luar,
Daqui vejo a Vida
Esta vida indefinida,
Que não dá para viver,
Dá apenas para ir vivendo,
No meio de um crescendo,
De um credo sem valor,
Daqui não vejo só o mar,
Vejo também o Amor.

Se daqui eu vir o Céu,
Se do Céu alguém me vir,
Saberá que um dia eu irei,
Irei sim, mas a sorrir.
É essa a ironia suprema,
É esse o grito do Amar,
Não deixar que a morte me leve,
Sem a sorrir me levar.

Daqui vejo o luar,
Daqui até vejo o mar,
Se um dia deixar de os ver,
Daí, ver-me-ão chorar.


publicado por PAU_LINDO às 15:47
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Flores
Ás vezes descobrimos numa flor, o perfume, outras, a cor, a forma, o belo, sempre queremos simbolizar algo com flores, seja em ramo, em braçada, num arranjo, numa apenas, as flores são ecos de um algo que queremos dizer.

As palavras nem sempre têm o glamour, o bouquet, o perfume das flores, não chegam nem perto daquelas cores vivas que nos enchem o olhar e, porque não dizê-lo, a alma.

Quando damos, quando recebemos, sempre as flores nos tocam com o seu jeito natural de serem belas, frescas, vivas. Vivas, disse bem, vivas, jovialmente vivas, garridas não apenas na cor como tambem na impressão que causam.

Um dia destes ofereci flores a um amigo.

Uns dias antes depositei flores no túmulo de outro amigo.

A ambos, que fique claro, aquelas flores eram o abraço de reconhecimento por ter amigos assim.


publicado por PAU_LINDO às 15:39
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11 de Março de 2005
“Daqui se grita a vida” e “Nunca podereis” foram dois textos que pretenderam simbolizar a revolta perante tanta desumanidade, perante o crime bárbaro de roubar a vida alheia, alheia porque de outros, alheada porque de outros que nada fizeram para merecer tal desfortuna.

Hoje, um ano volvido, repicam os sinos, repicam as consciencias, não se rebatem as dores, os pesares de um povo, de uma Nação, de uma espanholidade.

Como disse, há um ano, não haveis morto um povo, como disse um almirante japonês, “não ganhámos nada, receio que apenas tenhamos acordado um gigante adormecido”, foi o que fizesteis, acordasteis um povo, uma Europa, mais que uma Espanha, uma Europa que se reviu naquela dor e se une, cada vez mais, contra o Crime, o Terror, a vilania de ver coarctado um bem supremo: a Liberdade.

Não sois livres, não escolheis, mas nós somo-lo, ainda que apenas em espírito, somos livres de amar, estais vós condenados a odiar.

Dais-me dó, não me condoeis, mas mete dó a vossa terrível tristeza, a de não poder amar.

Deus, Alá, ou quem seja, vos perdoe se puder, eu continuarei a ser livre, de amar, de lutar contra o terror.


publicado por PAU_LINDO às 15:29
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