Palavras, ditas vivas, sentimentos, vivos tambem, um pouco de mim, aqui, para ti que lês, que vês, assim.... Comentários são sujeitos a análise prévia, em face dos abusos cometidos por algumas pessoas.
Segunda-feira, 7 de Junho de 2004
Mar, tu meu e eu teu
Se a vida é feita de sorrisos, estou morto.
Se é feita de alegrias, estou quase morto.
Se viver é ter algo lindo, não vivi muito.
Será que vivi de todo? Será?

Cada vez mais, o sorriso, a alegria, a chama, tudo coisas que me caracterizavam, vão morrendo sem aparentes motivos, mas vão. Será que as “amizades” que se revelam falsas e medíocres, será que os sorrisos e carinhos de outras pessoas, tantas vezes de circunstância, são os responsáveis por tal definhar?

Apaguei da memória as coisas más da vida passada, foi quase miraculoso o acto, e que sobrou? algumas alegrias, sorrisos, sim, sorrisos uns quantos, a verticalidade, a dignidade, a tal que dá prumo à espinha mas não dá aprumo ao viver...triste sou quando questiono a valia da dignidade, enfim, sinal dos tempos, da tempestade que por aqui vai.

Vou olhar de novo o Mar, sorrir, gritar, chorar, talvez até pensar, pensamentos vis de vinganças, de bonança, de esperança, não, vou-me ficar pelo fitar, sem pensar, sem mais nada do que olhar, num vazio cheio de luz e de sons, tentar uma purga, uma surreal análise, pensando sem pensar, olhando sem olhar, mas estando lá, a fitar, o Mar, apenas o Mar. Não me vou ver, nem rever, vou apenas não ver, que olhar também é não querer ver, de tantas e tantas vezes ver sem saber, sabendo que se vê sem olhar, que se olha sem ver.

O Mar é o meu amigo, que me dá de comer, de beber, que me faz viver, já muitas vezes me ouviu rir, amar, algumas vezes viu-me chorar, já teve a minha vida nas mãos, várias vezes, mas, não, não ma quis tirar. Se isto não é ser amigo que será a amizade? Aqueles gestos e palavras que distribuímos por alguns como sendo bons e afinal...nada são, será que é isso ou será pormos a nossa vida na mão de alguém e esse alguém afagar-nos o cabelo e ajudar-nos a viver, dar-nos alento sem nada pedir a não ser o ver-nos sorrir.

Benditos aqueles que amei, ainda que já tenham partido, aqueles que ainda cá estão, benditos são, só não são benditos os que nunca “cᔠestão, esses não, são proscritos que se mascaram de benditos mas benditos nunca serão. Não sei porque é a vida assim tão dura, podia ser tão mais pura, mas sei que se encontra muita mentira, muita omissão, qual canção, triste fado, disco, que de já tão riscado, nem ouso mais pôr a tocar.

Enfim, vou ficar a olhar o Mar, se um dia me atraiçoar, levar-me-á a Vida, mas tanta me deu que até lha deixo levar, levará aquilo que é seu.


publicado por PAU_LINDO às 19:21
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